• Pablo Vaz

O uso de Câmeras Remotas

Após meu post sobre o Sincronismo de flash em alta velocidade (Veja aqui), tenho recebido diversas dúvidas sobre a tecnologia, sobre os equipamentos e, no meio disso tudo, surgiram algumas perguntas referentes as câmeras remotas que, em virtude, são configuradas basicamente com os mesmos equipamentos.

Como o próprio termo já diz, câmera remota não é nada mais do que você poder disparar sua câmera sem estar fisicamente ligado a ela, ou seja, você pode fixar sua câmera em algum ângulo ou local em que não conseguiria ficar e, de longe fazê-la disparar, ou melhor ainda, com outra câmera, você pode fazer, ao mesmo clique, duas fotos de ângulos diferentes.

Bom, de longe sou perito nesse assunto, mas como todo bom curioso, já fiz minhas tentativas, meus sucessos e fracassos. Para falar um pouco sobre câmera remota, irei me valer de uma sessão de fotos que aconteceu ano passado durante uma das etapas da Copa GT, mais precisamente em Guaporé/RS. E, no final, trarei um outro exemplo para mostrar o uso desse sistema, mas com flash.

Para configurar uma câmera remota você precisará dos seguintes ingredientes:

Pelo menos uma câmera com sapata. Neste caso que ilustra o post foram usadas duas câmeras. Um transmissor e um receptor wireless. Eu uso os equipamentos da empresa PocketWizard, que são os mais conceituados do segmento e com alta confiabilidade. Eles possuem alguns modelos distintos, mas eu uso o FlexTT5, tanto como transmissor, quanto como receptor.

Além disso, para que o transmissor consiga operar a câmera, é necessário um cabo de sincronismo (N90M-ACC-ND)

 No dia em que essa sessão de fotos aconteceu fui pego de surpresa, pois não sabia que iria ocorrer. Como o espaço na traseira da caminhonete já estava limitado com os fotógrafos oficiais da categoria e prometi que se eu fosse eu ficaria no canto sem atrapalhar ninguém, resolvi explorar a câmera remota e usar o cabo de sincronismo que eu acabara de receber. Pois bem, sem preparação nenhuma, fui atrás de algo para fixar a câmera na caminhonete e, como podem ver nas fotos, o máximo que consegui foram alguns pedaços de barbante bem finos. A vontade de fazer a foto foi mais forte do que o medo de perder a câmera, o jeito foi praticar o desapego e seja o que Deus quiser. 

 Fixei, ou melhor, amarrei a Nikon D3 com a Fisheye Nikon 16mm no estribo da caminhonete com o receptor Flex TT5 da PocketWizard e na mão fiquei com a nikon D3s com uma 24-70mm com o transmissor Flex TT5 acoplado nela afim de cada vez que eu disparasse a câmera que estava na mão, a que estava amarrada, disparasse também.

Assim, a cada clique eu tinha ambos os ângulos, tanto de uma visão mais superior, quanto de uma visão ao nível dos carros e diferente de todos os outros fotógrafos. A Nikon D3 foi configurada com velocidade 1/30 para deixar a sensação de movimento.

Já nesse caso da foto do velejador Beto Pandiani, apenas para ilustrar outra maneira de usar uma câmera remota, mesclei as duas funções dos transmissores PocktWizard, tanto para disparar o flash que estava dentro da cabine da Mitsubishi L200, quanto para disparar a câmera que estava presa com uma ventosa no capô do veículo. Já eu estava no banco de trás com o transmissor fazendo o clique disparando o botão de teste do FlexTT5.

Câmeras remotas são muito úteis para quando você precisa ou quer fazer alguma foto de um ângulo de difícil acesso ou permanência, ou mesmo quando sua criatividade extrapola os limites impostos em um evento, por exemplo, seja com uma ou duas câmeras, a tecnologia está aí pra ser explorada.

GoBabeGo!

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